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Senge-MG considera fundamental a participação dos engenheiros nas eleições municipais

Postado em: 27/09/2012

No dia 7 de outubro, todos os municípios do Brasil estarão voltados para o processo de eleição dos prefeitos e vereadores que tomarão as decisões nos âmbitos municipais nos próximos quatro anos. Ou seja, nesse processo serão definidos os futuros das cidades brasileiras. E, é por ter tamanha importância, que os eleitores precisam de parcimônia na hora de escolher seus candidatos. "Os cidadãos devem, obviamente, observar as propostas que mais se aproximam de suas opiniões objetivas sobre a cidade. Contatos com o candidato ou até mesmo os programas eleitorais são importantes para aferir a veracidade e a possibilidade prática de implementação dessas propostas. Sem contar, é claro, com a vigilância construtiva a ser exercida junto ao candidato, caso este venha a ser eleito", diz Raul Otávio da Silva Pereira, presidente do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG).

O presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Carlos Roberto Bittencourt, considera a eleição como uma forma para o povo avaliar prefeitos e vereadores. "No caso específico dos prefeitos, se for uma tentativa de reeleição, o povo tem como avaliar a gestão e decidir se deve ou não dar mais um mandato através do voto. Para o Legislativo, também há maneiras de avaliar o que foi feito nos últimos anos. As eleições representam a consolidação da democracia, apesar de ainda haver uma forte influência do poder econômico no processo eleitoral", afirma Bittencourt.

O ex-presidente e atual vice-presidente do Senge-MG, Nilo Sérgio Gomes, concorda com Carlos Bittencourt. "Nas eleições, temos a possibilidade de renovar os nossos representantes na câmara municipal e no executivo municipal, caso eles não tenham atendido às necessidades e desejos da população, no sentido da construção de uma cidade mais justa, mais equilibrada e com alto sentimento humanitário. A democracia só tem sentido se estiver alinhada com as aspirações maiores dos cidadãos. Mas este sentido amplo da democracia só se valida com participação e mobilização viabilizando, assim, as soluções para os problemas urbanos", observa Nilo Sérgio.

Eleições x Engenharia

E, para tentar resolver os principais problemas urbanos, Nilo Sérgio Gomes considera a participação dos engenheiros nas eleições extremamente necessária. "Pela sua formação complexa e alinhada a quase todos os grandes desafios da infraestrutura urbana, o engenheiro deve participar como candidato neste processo democrático. A formação do engenheiro, além do conteúdo científico, é carregada de conhecimentos nas mais diversas áreas ligadas ao direito, administração, economia e humanas. Basta ver os projetos pedagógicos dos atuais cursos de engenharia no País. O cidadão engenheiro tem todas as condições de disputar um cargo eletivo no legislativo ou executivo e, com certeza, vai qualificar muito este processo", afirma.

Raul Otávio acredita que um parlamento deve ser o mais heterogêneo possível para atender à população. "É importante que, na medida do possível, o maior número de categorias e classes sociais - não só engenheiros, como também médicos, advogados, líderes comunitários, tenham representantes. Especificamente no que diz respeito a engenheiros, a eleição destes pode significar a tradução qualificada - se considerarmos aspectos e necessidades técnicas de uma cidade - dos desejos populares para a realidade objetiva", acredita.

O presidente do Crea-MG, Jobson Andrade, ressalta a importância da participação dos engenheiros na política. "São eles os responsáveis pela produção de equipamentos, desenvolvimento de pesquisas e têm ainda o conhecimento do planejamento e execução de obras nas cidades. Eles possuem a visão técnica e o acúmulo do conhecimento científico ao longo dos anos de evolução da humanidade. Ao ocuparem cargos públicos, as demandas são mais facilmente resolvidas, pois munidos desse conhecimento técnico, identificam melhor os problemas e sabem qual a solução mais adequada. Isso encurta o caminho," acredita Jobson Andrade. "Além de ter esse olhar mais apurado e técnico para as deficiências das cidades, exercendo um cargo no nível legislativo, o candidato beneficia a cidade fiscalizando e sugerindo leis mais eficazes de acordo com as principais demandas do município. Já no executivo, ele deve por em prática o seu conhecimento técnico", conclui o presidente do Crea-MG.

Engajamento

Os sindicalistas consideram que é positivo ter representação de engenheiros nos poderes executivo e legislativo municipal e, também, concordam que não basta o representante ter apenas a graduação em Engenharia, o mais importante é que ele tenha histórico de engajamento político e social. "O engenheiro, primeiramente, deve ter uma história de luta em prol de alguns valores que são fundamentais para quem deseja representar o cidadão. Deve ter uma história que o legitime como candidato para, depois, colocar em prática os conhecimentos acumulados na sua história profissional e na sua história de vida", explica o vice-presidente do Senge-MG.

Carlos Bittencourt também considera que a participação dos engenheiros é positiva, "desde que o engenheiro em questão tenha relações com sindicatos, associações e CREA's. Dessa forma, ele pode ser um bom canal de transmissão de propostas de políticas públicas ligadas à engenharia aprovadas nestas entidades".

Candidatos engenheiros podem fazer a diferença em sua cidade

O Sindicato de Engenheiros fez um amplo chamado à categoria para que os engenheiros e engenheiras candidatos nestas eleições municipais entrassem em contato com a entidade para que as suas candidaturas pudessem ser divulgadas junto à categoria. Com esta iniciativa, o Senge-MG tem a pretensão de contribuir para que o maior número de profissionais conheça as propostas dos candidatos que podem representar os interesses e aspirações da engenharia nos legislativos e executivos municipais. A seguir, o Senge Informa, apresenta os candidatos engenheiros, associados do Senge-MG, que se manifestaram.

Caixeta tem trabalho pela engenharia

Vereador em Belo Horizonte por três mandatos, José Tarcísio Caixeta é candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Caixeta tem uma larga experiência política e administrativa. Militou no movimento estudantil nos tempos da ditadura e, formado em engenharia de Minas e com especialização em Engenharia Sanitária e de Segurança, atuou em entidades de classe como o CREA, SME, Sindicato de Professores e no Sindicato de Engenheiros, onde tem integrado a diretoria ao longo dos últimos 25 anos. Na vida pública, foi secretário da Indústria e Comércio de Belo Horizonte e dirigiu a Sudecap e a Urbel. Na Câmara Municipal foi vice-presidente, de partido e de governo.

A candidatura de Caixeta conta com o apoio de importantes lideranças no setor de engenharia. Para o presidente do Sindicato de Engenheiros, Raul Otávio, na Câmara, Caixeta poderá traduzir em projetos de lei ações objetivas ligadas à engenharia que venham a contribuir para o bem-estar de todos. "Por isso, tem o meu apoio e meu voto", conclui. Já para o vice-presidente do Sindicato, Nilo Sérgio Gomes, Caixeta é um dos vereadores mais qualificados de Belo Horizonte. "É um candidato cujo trabalho dignifica a Câmara de Vereadores e, com certeza, terá o meu voto", afirma.

Ex-presidentes do Senge-MG, como os engenheiros José Marcius de Carvalho e Augusto Drummond, que também presidiu o Crea-MG, também apóiam Caixeta. Eles ressaltam o compromisso de Caixeta com a engenharia e com a população da cidade. Para Augusto Drummond, Caixeta tem realizado um grande trabalho em favor da engenharia em Belo Horizonte. "Apoio e recomendo o voto em Caixeta também em razão da sua sensibilidade social, que o levou a elaborar a lei que instituiu a Engenharia e Arquitetura Públicas na Capital", diz.

Jobson Andrade, presidente do Crea-MG, também apóia Caixeta. Segundo Jobson, "o engenheiros Caixeta, com seu olhar técnico, somado à sua experiência na Sudecap e Urbal é, certamente, fundamental nas discussões e encaminhamentos para melhorar a mobilidade urbana de Beagá, além da construção de um plano de habitação sólido e ações que promovam o desenvolvimento sustentável da Capital". Os ex-presidentes do Crea-MG, Gilson Queiroz e Marcos Túlio de Melo, que também presidiu o Confea, apóiam Caixeta pela sua trajetória na engenharia e na vida pública.

Para o próximo mandato, Caixeta propõe colocar a sua experiência política e administrativa para, junto com as entidades representativas da engenharia, propor e trabalhar pela implementação de soluções que possam melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos da capital de Minas Gerais. "Vamos construir um grande trabalho coletivo, apresentando soluções importantes para os grandes problemas de nossa cidade, o que só a engenharia pode fazer com o seu conhecimento técnico, competência e sensibilidade social", propõe Caixeta.

Tércio Sales quer contribuir solucionar os principais problemas de Contagem

Tércio Sales trabalha na Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais, é geógrafo e diretor do Sindicato de Engenheiros desde 2010. Candidato a vereador em Contagem pelo Partido Verde, ele acredita que tanto os engenheiros quanto os geógrafos são pessoas com extrema habilidade na tomada de decisões, o que os coloca na vanguarda quando se trata de políticas públicas. Tércio Sales se propõe a acompanhar os processos de dinamização da ocupação do espaço urbano, propondo saídas para cada impacto, avaliando as ações do executivo no intuito de fomentar o desenvolvimento sustentável. Sua intenção é oferecer projetos de lei que priorizem a melhoria da qualidade de vida sem degradar o meio ambiente e buscar políticas públicas que valorizem a vida e o convívio em sociedade, com a criação de espaços para jovens e idosos e oferecendo atividades que retire os jovens das ruas.

Para Tércio Sales, Contagem, como qualquer grande cidade, enfrenta hoje problemas em diversas áreas, como no trânsito e na mobilidade urbana, no transporte público, na urbanização de vilas e favelas, na saúde pública e na educação. E a sua intenção é contribuir para a solução destes problemas.

Escrito e enviado por: Luiza Nunes

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