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Risco de desindustrialização ronda indústria metal-mecânica

Postado em: 16/11/2011

Um estudo intitulado "Desempenho da cadeia de valor metal-mecânica latino-americana", encomendado pelo Alacero ao consultor Germano Mendes de Paulo, que consolidou pesquisas de técnicos feitas em cada país alvo, acendeu a luz amarela para o setor face ao perigo da desindustrialização que ronda seu principal cliente: a cadeia metal-mecânica.

O objetivo principal do projeto foi investigar a situação das indústrias dessa cadeia na região, que abarca desde a indústria automotiva, naval, eletrodoméstico, construção civil, obras de infraestrutura e outras. Foram examinadas a situação de quatro países: Argentina, Brasil, Colômbia e México. O trabalho mostra que a desindustrialização veio acompanhada de um processo de primarização da balança comercial do Brasil e da Colômbia, fortes exportadores de commodities para a China.

Os números apurados indicam um processo de desindustrialização pode ser medido pela redução da participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB). No México, a indústria perdeu quase 3 pontos percentuais em relação ao PIB em apenas 10 anos (2000 a 2010). No Brasil, a trajetória cadente se concentrou mais no período de 2005 a 2010, quando a participação no PIB caiu de 18,1% para 15,8% respectivamente. Na Colômbia, o setor industrial começou a perder participação no produto em 2008 e na Argentina foi menos pronunciada nesta década.

"Os dados indicam que nos quatro países há um processo de desindustrialização em curso e rápido. Não que esse movimento seja necessariamente ruim. O que chamamos a atenção é que isso ocorre antes de ficarmos ricos. É natural que países desenvolvidos comecem a ter perdas relativas da indústria de transformação, mas não é o nosso caso, estamos perdendo antes de chegarmos lá", disse.

Outro fato comprovado é que os produtos básicos estão ganhando participação nas exportações latino-americanas, passando de 49,8% em 2005 para 54,7%, em 2010. O retorno ao setor primário é fruto do forte crescimento da economia chinesa, que tem aumentado a demanda por matérias primas exportadas. No Brasil, a participação dos manufaturados na pauta de exportações caiu de 53% em 2005 para 35%, em 2010. Na Colômbia, a fatia dos manufaturados na pauta de vendas externas baixou de 35% em 2005 para 24%, em 2010. Na Argentina e no México esse processo não ocorreu. (VSD)

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