Página Inicial Facebook Twitter Instagram YouTube WebMail

Por uma Engenharia mais humana e ambientalmente sustentável

Postado em: 24/06/2011

Reunidos no I Encontro Regional de Engenharia e Desenvolvimento Social (EREDS) da região Sudeste, estudantes debateram os caminhos para uma Engenharia sustentável e preocupada com os aspectos sociais e ambientais. O encontro foi na Universidade Federal de Ouro Preto, campus João Monlevade, nos dias 13 e 14 de maio, e contou com a participação de 550 estudantes. O Senge Jovem também esteve presente no evento representando o Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG).

A primeira mesa-redonda teve como tema “Novas estruturas universitárias: os desafios da integração inter-campi e da superuniversidade”. O representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), professor Luis Seixas, o pró-reitor Adjunto de Extensão na UFOP, Danton Heleno Gameiro, e o pró-reitor de Planejamento e Orçamento da Universidade Federal de Viçosa (UFV) discutiram as implicações de se ter vários campi avançados em torno de um campus central que concentra os recursos e a administração dos demais.

O tema do segundo debate foi “A organização da produção na região”. O pesquisador e professor da Fiocruz Marcelo Firpo criticou as monoculturas de uma maneira geral e especialmente a de eucalipto, muito comum na região do Vale do Aço. Ele classificou de “injustiça ambiental” todos os danos ambientais a que são submetidas as populações de baixa renda e tradicionais. Luis Carlos da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade, disse que as instituições de ensino superior da região estão muito distantes da comunidade e não oferecem cursos nas áreas de mineração e meio-ambiente, duas das principais demandas locais.

A mesa-redonda “Tecnologias sociais e economia solidária para um desenvolvimento sócio-ambiental” fechou os debates do EREDS. O assessor da Associação Nacional de Trabalhadores e Empresas de Autogestão (Anteag) Luigi Verardo explicou como funcionam os fóruns de economia solidária e alertou para a necessidade de se mudar a mentalidade das pessoas para a construção de um novo modo de produção que seja coletivo, inclusivo e não explore mão-de-obra. Baseado numa pesquisa realizada com trabalhadores da cidade de Salto, São Paulo, o psicólogo Egeu Gómez, professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), falou sobre as implicações na criação de uma cooperativa. O coordenador do Soltec-UFRJ, Sidney Lianza, disse que a economia solidária tem que se desenvolver também no campo sócio-ambiental e conclamou a esquerda a disputar a hegemonia na economia com o capitalismo, e não apenas na política e na ideologia.

Circuito de Experiências

A troca de experiências concretas de ações de engenharia sustentável foram o foco do segundo dia do EREDS. O Núcleo de Solidariedade Técnica (Soltec-UFRJ) apresentou seu trabalho de extensão, pesquisa e ensino ligados a novas formas de desenvolvimento, à tecnologia social e à economia solidária. Alunos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), campus Itabira, apresentaram um projeto de coleta de pilhas e baterias usadas implementado em escolas municipais e estaduais de Itabira. Além disso, os alunos estão reunindo aparelhos antigos como máquinas de escrever, calculadoras, televisores, rádios, telefones, mimeógrafos, celulares e computadores antigos para a criação de um Museu da Tecnologia de Informação.

O Programa Atlimarjom, da empresa júnior Inova Consultoria, dos alunos de Engenharia de Produção da UFOP, recolhe material reciclável e envia para a uma associação que comercializa o produto com empresas de reciclagem. Gerar conhecimentos para uma engenharia de software voltada para o desenvolvimento social foi a experiência apresentada pelo Fórum Brasileiro de Economia Solidária. O objetivo é formar alunos preparados para desenvolver softwares para atores historicamente excluídos.

O projeto “Prever o Rio”, de alunos da UFOP, tem o objetivo de encontrar uma maneira de se prevenir a população local sobre as mudanças no volume do Rio Piracicaba e ajudá-la a diminuir as conseqüências das enchentes.

Senge Jovem

Os integrantes do Senge Jovem também participaram do EREDS e avaliaram a experiência como muito positiva. “O papel do engenheiro na sociedade e o desenvolvimento focado no social tem muito a ver com o Senge Jovem”, disse Júlio César Soares, integrante do grupo. “Discutiu-se questões novas em relação à sustentabilidade que estão inseridas na conjuntura atual”, destacou Dênis César Ferreira. Karla Gonçalves também chamou a atenção para a divulgação do Senge-MG durante o Encontro. “Pudemos apresentar o Sindicato e sua importância para os engenheiros”.

Durante o EREDS, muitos estudantes se inscreveram como sócios-aspirantes do Senge-MG. O sócio-aspirante tem direito a todos os benefícios do sócio do Senge-MG (convênios, assessoria jurídica, cursos de qualificação etc.), exceto votar e ser votado para integrar a diretoria. Leia os todos os benefícios do sócio-aspirante e preencha uma proposta clicando aqui. (Enviado por Marcelo Costa)

Cadastre-se e receba o Senge Online, a newsletter semanal do Senge-MG.

* Nome:
* E-mail:
* Empresa:
Telefone:
Código:

NEGOCIAÇÕES COLETIVAS

|Selecione o ano:
T: 9

ACORDOS E CONVENÇÕES

SINDICATO DE ENGENHEIROS NO ESTADO DE MINAS GERAIS

Rua Araguari, 658 • Barro Preto • BH / MG
CEP: 30190-110
(31) 3271 7355 • (31) 3546 5151

Negociações Coletivas:
(31) 3271-7355 | E-mail: nc@sengemg.com.br
Página Inicial Facebook Twitter Instagram YouTube WebMail
2019, SENGE MG - SINDICATO DE ENGENHEIROS NO ESTADO DE MINAS GERAIS. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS