SAPP - Sistema de Administração de Portais Públicos
Você está aqui: Home arrow Comunicação arrow Últimas Notícias arrow Engenheiro apresenta soluções para destinação do lixo em Lafaiete
Engenheiro apresenta soluções para destinação do lixo em Lafaiete

Eng. Antônio Passos




Na gestão política passada, obedecendo ordens judiciais, o Executivo Municipal lacrou o lixão de Conselheiro Lafaiete com cercas de arame farpado, impedindo os catadores de exercerem seus direitos de sobrevivência, sem lhes garantir outra fonte de renda para o sustento dos seus familiares. Como a fome falou mais auto, as cercas foram arrombadas e os catadores continuam catando lixo, garantido suas sobrevivências e ajudando ao Meio Ambiente e a economia do país, recuperando o quanto podem do lixo. Segundo falam, são mais de oitenta (80) famílias que sobrevivem daquela atividade.

 

Já se passou um ano do atual mandato do atual Executivo e ainda não está definida a situação do lixo domiciliar de Conselheiro Lafaiete. Optando pela reciclagem, sua única destinação correta, os catadores terão seus empregos garantidos. Mas, até que se resolva e o período de implantação da Usina de Reciclagem, as autoridades locais poderiam amenizar o sofrimento daqueles bravos cidadãos, com as seguintes providências:

- Fornecendo gratuitamente EPI – Equipamento de Proteção Individual (botas, luvas, uniforme tipo macacão, óculos, abafadores, etc.);

- Construindo um pequena cobertura composta de vestiário, banheiros e área para abrigo durante as chuvas.

 

Como trabalham atualmente, os catadores além de estarem expostos a todos os tipos de contaminações, poluem as vias públicas por onde passam e mais grave ainda, suas próprias moradias e seus familiares.


Estas simples providências, que podem estender aos municípios vizinhos de Congonhas e Ouro Branco, são justas, de pequeno custo e de fácil implantação pelo Poder Municipal e nós como cidadãos não podemos simplesmente fechar os olhos para aquela triste realidade.


Depoimento Sobre Reciclagem de Lixo

 

Dr. Haroldo Mattos de Lemos

Presidente do Comitê brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente.



A questão fundamental que nós vamos enfrentar nesse século 21 é a própria sustentabilidade da raça humana no planeta, essa é uma questão extremamente séria, que deve ser enfrentada com equilíbrio e com racionalidade. Nós vamos precisar, por exemplo, economizar recursos naturais, aumentar a durabilidade dos produtos e reciclar tudo aquilo que puder ser reciclado, principalmente recursos naturais não renováveis”.

 
Todas as autoridades que tratam do Meio Ambiente, são unânimes em defender a reciclagem como única destinação correta para o lixo, porque além de gerar emprego e renda para os catadores, devolve ao mercado matérias primas importantes, tais como: metais, papéis, papelões, plásticos e vidros, além de biogás e biofertilizante.

Os vereadores da região tomaram a decisão correta criando o ECOTRES – Consórcio Intermunicipal para Tratamento dos Resíduos Sólidos, instrumento legal importante para os executivos de Conselheiro Lafaiete, Congonhas e Ouro Branco tratarem dos seus resíduos sólidos de forma conjunta e mais correta, conforme os parágrafos seguintes do Art. 4:

II- Planejar, executar projetos conjuntos destinados a promover, melhorar e controlar a coleta, transporte, armazenamento, tratamento, compostagem, destino final, reuso, reciclagem e monitoramento dos insumos, no que diz respeito aos resíduos sólidos em todas as suas modalidades.

III – Promover formas articuladas de planejamento do desenvolvimento sustentável da região, criando mecanismos conjuntos para consultas, estudos, execução e fiscalização de suas atividades, de acordo com o Modelo de Desenvolvimento Sustentável.

 

Sendo assim, por que os prefeitos agem de forma contrária? As administrações anteriores daqueles municípios, fizeram de tudo para instalar em Conselheiro Lafaiete, ao lado de uma importante instituição de ensino que acolhe estudantes do jardim à faculdade e de condomínio residencial, um aterro sanitário, mesmo sabedores, que esta forma de destinação do lixo, não deu certo em nenhum outro local. Como os prefeitos de Congonhas e de Ouro Branco são os mesmos da gestão anterior, o Ecotres contrariando seu fundamento legal, continua na mesma linha de atuação obsoleta e arcaica do aterro sanitário

 

Uma empresa, com recurso próprio tenta tratar o lixo, reciclando seus produtos, gerando 114 empregos diretos para os catadores e os atuais prefeitos recusam, preferindo gastar recursos públicos, da ordem de R$ 5 milhões de reais num aterro sanitário, além de um custo mínimo de R$ 60 reais por toneladas (atual custo de Juiz de Fora – MG) para aterramento do lixo, que corresponde um custo contínuo, permanente anual de dois milhões de reais. Isto foge a todo tipo de raciocínio. Mesmo porque poderiam apoiar a usina de reciclagem que, com o terreno definido e os projetos concluídos, teria prazo de no máximo um ano para início de operação. Caso não cumprisse a função corretamente, simplesmente o CONSORCIO a descredenciaria, sem qualquer prejuízo para o município.

 

Quais interesses estão por trás do aterro sanitário, já que os recursos à disposição do ECOTRES são para destinação correta do lixo? Esta é a pergunta que se faz às Câmaras Municipais destes municípios, como legítimos representantes do povo, os quais de forma conjunta poderiam utilizar o próprio ECOTRES para levantar a situação dos municípios, como Juiz de Fora, Betim, Contagem, BH, etc, que estão sofrendo enormes danos financeiro, ambiental e insatisfação popular, com seus aterros sanitários. Também deveriam visitar cidades como Arapongas – PA e outras várias, com população semelhante à nossa e que reciclam seus lixos.

 

Aqui também convoco os ambientalistas e os estudantes a se manifestarem através do site www.projetoreto.com.br, para não se permitir a instalação de mais um poluente e caro aterro sanitário.

 

Eng. Antônio Passos

 
Alguns direitos reservados © 2010 Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais    
SAPP - Sistema de Administração de Portais Públicos Dimixus®