| Engenheiro apresenta soluções para destinação do lixo em Lafaiete |
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Eng. Antônio Passos
Já se passou um ano do atual mandato do atual Executivo e ainda não está definida a situação do lixo domiciliar de Conselheiro Lafaiete. Optando pela reciclagem, sua única destinação correta, os catadores terão seus empregos garantidos. Mas, até que se resolva e o período de implantação da Usina de Reciclagem, as autoridades locais poderiam amenizar o sofrimento daqueles bravos cidadãos, com as seguintes providências: - Fornecendo gratuitamente EPI – Equipamento de Proteção Individual (botas, luvas, uniforme tipo macacão, óculos, abafadores, etc.); - Construindo um pequena cobertura composta de vestiário, banheiros e área para abrigo durante as chuvas. Como trabalham atualmente, os catadores além de estarem expostos a todos os tipos de contaminações, poluem as vias públicas por onde passam e mais grave ainda, suas próprias moradias e seus familiares.
Depoimento Sobre Reciclagem de Lixo
Os vereadores da região tomaram a decisão correta criando o ECOTRES – Consórcio Intermunicipal para Tratamento dos Resíduos Sólidos, instrumento legal importante para os executivos de Conselheiro Lafaiete, Congonhas e Ouro Branco tratarem dos seus resíduos sólidos de forma conjunta e mais correta, conforme os parágrafos seguintes do Art. 4: II- Planejar, executar projetos conjuntos destinados a promover, melhorar e controlar a coleta, transporte, armazenamento, tratamento, compostagem, destino final, reuso, reciclagem e monitoramento dos insumos, no que diz respeito aos resíduos sólidos em todas as suas modalidades. III – Promover formas articuladas de planejamento do desenvolvimento sustentável da região, criando mecanismos conjuntos para consultas, estudos, execução e fiscalização de suas atividades, de acordo com o Modelo de Desenvolvimento Sustentável. Sendo assim, por que os prefeitos agem de forma contrária? As administrações anteriores daqueles municípios, fizeram de tudo para instalar Uma empresa, com recurso próprio tenta tratar o lixo, reciclando seus produtos, gerando 114 empregos diretos para os catadores e os atuais prefeitos recusam, preferindo gastar recursos públicos, da ordem de R$ 5 milhões de reais num aterro sanitário, além de um custo mínimo de R$ 60 reais por toneladas (atual custo de Juiz de Fora – MG) para aterramento do lixo, que corresponde um custo contínuo, permanente anual de dois milhões de reais. Isto foge a todo tipo de raciocínio. Mesmo porque poderiam apoiar a usina de reciclagem que, com o terreno definido e os projetos concluídos, teria prazo de no máximo um ano para início de operação. Caso não cumprisse a função corretamente, simplesmente o CONSORCIO a descredenciaria, sem qualquer prejuízo para o município. Quais interesses estão por trás do aterro sanitário, já que os recursos à disposição do ECOTRES são para destinação correta do lixo? Esta é a pergunta que se faz às Câmaras Municipais destes municípios, como legítimos representantes do povo, os quais de forma conjunta poderiam utilizar o próprio ECOTRES para levantar a situação dos municípios, como Juiz de Fora, Betim, Contagem, BH, etc, que estão sofrendo enormes danos financeiro, ambiental e insatisfação popular, com seus aterros sanitários. Também deveriam visitar cidades como Arapongas – PA e outras várias, com população semelhante à nossa e que reciclam seus lixos.
Aqui também convoco os ambientalistas e os estudantes a se manifestarem através do site www.projetoreto.com.br, para não se permitir a instalação de mais um poluente e caro aterro sanitário. Eng. Antônio Passos |
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