| Consciência e Atitude para a Preservação da Camada de Ozônio |
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A temática ambiental é tão presente no nosso dia a dia quanto o nosso trabalho. Em cada ação ou movimento, somos atores de decisões que interferem diretamente na qualidade de vida e na sustentabilidade do planeta. Muitos desses temas ambientais, entretanto, se apresentam a nós como teses de pós-doutorandos ou cientistas, quando na verdade, cotidianamente somos protagonistas e sujeitos de muitas ações que podem se transformar em benefícios às gerações presentes e futuras, ou nos remeter a uma vulnerabilidade devido aos impactos causados ao meio. Exemplo disto é o aquecimento global, tema que está na ordem do dia, é tema de preocupação a todas as nações e já causou significativos impactos sobre a vida das pessoas, da economia e de importantes áreas de produção, exemplo da agricultura, com reflexos imediatos sobre a vida dos trabalhadores e trabalhadoras e de consumidores em todo o mundo. O Brasil possui uma multiplicidade de fontes renováveis de energia, mas o desafio está em incorporar padrões sustentáveis com desenvolvimento, especialmente em setores com grande empregabilidade, tais como a construção civil e o transporte público, para que eles viabilizem um baixo consumo de carbono, contribuindo para a mitigação da produção de gases de efeito estufa, principal agente das alterações climáticas. A emissão de gases nocivos à camada de ozônio é, em sua maioria, de responsabilidade das empresas multinacionais, do agronegócio, das indústrias, madeireiras, dentre outras. Mas, as conseqüências para o clima, atingem diretamente aos trabalhadores e trabalhadoras, uma vez que são eles e elas que dependem do transporte coletivo, residem nas encostas, nas favelas às margens dos rios que enchem e alagam, provocando deslizamentos com conseqüentes catástrofes e soterramentos, como temos visto inúmeros casos no nosso país e em outros em desenvolvimento. Neste sentido, falar da camada de ozônio é também falar sobre saneamento básico, infraestrutura e toda uma rede de proteção assistencial às famílias que tudo perderam. Volto à questão da temática ambiental presente no nosso dia a dia, e a importância da organização e participação dos trabalhadores numa inserção política seja nos Territórios, nos Sindicatos, nas Cipas Ambientais, nas decisões dos patrões através de uma Comissão Sindical de Base, na participação das Comunidades, na exigência de atuação dos governantes no sentido promoverem condições de vida e emprego sustentáveis e decentes. A economia mundial vem refletindo sobre formas sustentáveis de produção e consumo, onde será freqüente a exposição de empresas não comprometidas com o meio ambiente, para livre escolha de quem pretenda consumir. E nessa hora a consciência ambiental é um diferencial. Por aqui, as posições por parte dos consumidores de boicote às empresas que desmatam e poluem são tão tímidas quanto às denúncias feitas, o que favorece o não comprometimento a um novo modelo de produção que estimula a irresponsabilidade de parte significativa do empresariado. Mesmo assim, ainda que tímidas todas as posições contrárias ao modelo predatório são necessárias e bem-vindas. O conceito dos chamados "Empregos Verdes" é a transformação das economias, das empresas e dos ambientes de trabalho em direção a uma economia sustentável que proporcione um trabalho decente com baixo consumo de carbono. Sejam nas áreas rurais ou urbanas, o conceito se baseia em desenvolvimento com inclusão social e rendimentos adequados com proteção social. E essa é uma das bandeiras que a CUT defende e luta. (*) Carmen Foro é secretária de Meio Ambiente da CUT Nacional |





