| MOVIMENTO SINDICAL É DEBATIDO EM SEMINÁRIO INTERNACIONAL DO SENGE-MG |
![]() Os problemas causados pela crise mundial fizeram parte da palestra de Michel Partard, da CGT francesa O seminário contou com nomes de peso internacionais e nacionais. O primeiro painel abordou o trabalho e as demandas sindicais no século XXI. Albino Rodrigues, representou o presidente do IPEA, Márcio Pochmann. Em sua palestra, ele ressaltou as transformações intensas no mundo contemporâneo e a complexidade da globalização. Para ele, há uma demanda por participação, o cidadão tem que se colocar no debate, descentralizando as decisões e é o sindicato que está próximo das bases. Portanto, esta descentralização reflete nos sindicatos. Albino chamou atenção ainda para a escravização que acontece hoje, que é do celular e da internet. Muitas vezes seu trabalho não pára quando sai do escritório, da empresa. “O sindicato não pode deixar de olhar isto com atenção”, falou Rodrigues. E finalizou sua palestra com a seguinte pergunta: “o trabalho vai deixar de ser um fardo e torna-se felicidade?”. O membro do diretório nacional do PT, Valter Pomar também participou do primeiro painel. Para ele, para investigar o trabalho hoje precisa levar em consideração o capitalismo. Pomar fez questão de salientar que a crise não acabou e vai ser longa. “Perdemos dinheiro, deixamos de crescer, isto não apaga o prejuízo”, afirmou. O Brasil cresceu, e o trabalhador precisa participar desta riqueza. “A classe trabalhadora precisa de maior salário, menor jornada, condições de trabalho, condições de reprodução da força de trabalho, educação pública, saúde, saneamento”, disse. O segundo painel, que aconteceu na parte da tarde, contou com a participação de Helmut Weiss (site Labour Net Germany) e Vito Giannotti (Núcleo Piratininga de Comunicação). O tema foi sobre as novas ferramentas de comunicação aplicadas ao ambiente laboral. Helmut começou sua palestra já questionando a nomenclatura “novas tecnologias” e fez um histórico do surgimento destas tecnologias. Para Helmut, não adianta tecnologia, se você não sabe a política que vai seguir. Já na visão de Giannotti, o movimento sindical está burocratizado, vazio e despolitizado. “Há uma necessidade de repolitizar o movimento sindical. Segundo ele, os sindicatos precisam intensificar suas mídias. Globalização e movimento sindical – Posicionamento e estratégia das entidades e centrais foi o tema do terceiro e último painel. O primeiro a falar foi o chefe do setor de tecnologia e comunicação da UNI Global, Gerhard Rohde. Para ele, é preciso apresentar novas idéias para enfrentar o destino global. É preciso ter uma política organizada e inclusiva, inovando para garantir o envolvimento dos membros do sindicato. Para ele, os sindicatos devem usar palavras mais positivas e entender o porquê os profissionais estão indo para as associações e não pelos sindicatos. “O que elas fazem, que nós não fazemos?, perguntou. O diretor da UNI- Americas, José Molina, abordou a queda da filiação nos sindicatos no mundo e enfatizou a necessidade de se fortalecer os processos de negociação coletiva e um ambiente laboral sustentável. A secretária nacional de Relações de Trabalho da CUT, Denise Dau, falou da pulverização do movimento sindical e do aprofundamento das diferenças sociais e econômicas entre os países. E ressaltou a importância da unidade dos movimentos sindicais. Ela citou como exemplo, a greve dos trabalhadores da Vale no Canadá que já dura seis meses. Segundo ela, os trabalhadores lá têm um fundo de greve. Michel Partard, da Union Generali des Ingenieurs, Cadres et Techniciens, fez um histórico do sindicalismo mundial, e disse que o sindicalismo internacional se unificou por causa da globalização. Ele também falou que a crise econômica mundial causou uma crise sem precedentes em todo o mundo. |






