| Decisão do TSE afeta políticos condenados antes da vigência da lei |
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Os diretores do Sindicato Anivaldo Matias de Sousa e Vicente Trindade participaram das articulações para a tramitação do projeto Ficha Limpa com “urgência urgentíssima" Anunciada em 17 de junho, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral(TSE) de tornar inelegíveis, a partir deste ano, inclusive os políticos que tenham sido condenados antes da vigência da Lei da Ficha Limpa pode impedir a candidatura de pelo menos três ex-governadores que foram cassados por abuso de poder político. O ex-governador Marcelo Miranda foi lançado pré-candidato do PMDB do Tocantins ao Senado, mas pode ter os planos frustrados, já que sofreu condenação na Justiça Eleitoral em 2009 pelo TSE, perdendo o mandato por abuso de poder. Impactos A nova lei pode ainda suspender projetos eleitorais de políticos de peso, como Anthony Garotinho (PR), Paulo Maluf (PP), Expedito Júnior (PSDB) e Joaquim Roriz (PSC). Em abril, Maluf foi condenado por improbidade administrativa em uma ação impetrada pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. Ele é acusado de superfaturar a compra de frangos enquanto era prefeito da capital paulista. Pré-candidato ao governo de Rondônia, o ex-senador Expedito Júnior (PSDB) foi cassado em 2007 por compra de votos. Em maio, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) tornou Garotinho, pré-candidato ao governo do Rio, inelegível por três anos. Garotinho é acusado de ter cometido abuso de poder econômico na eleição de 2008. Roriz, pré-candidato ao governo do DF, renunciou ao mandato em 2007 depois que foi acusado de quebra de decoro parlamentar. Ele foi flagrado em conversas telefônicas negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília, Tarcísio Franklin de Moura. Barrados Condenados por crimes, 45 prefeitos e ex-prefeitos mineiros podem ser impedidos de se candidatar nas próximas eleições devido à Lei da Ficha Limpa no Estado. Os políticos foram condenados pelo Tribunal de Justiça devido a ações na área criminal movidas pela Procuradoria Especializada em Crimes de Agentes Municipais, desde 2000, quando a instituição foi criada. Lei A lei da Ficha Limpa estabelece que candidatos que tiverem condenação criminal por órgão colegiado, ainda que caiba recurso, ficarão impedidos de obter o registro de candidatura, pois serão considerados inelegíveis. Fruto de iniciativa popular, o projeto chegou ao Congresso em setembro do ano passado, reunindo 1,6 milhão de assinaturas. Fonte:
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