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Pela unidade e um Senge-MG para tod@s!

Paulo Henrique Francisco dos Santos – PH*

 

Dei os meus primeiros passos dentro do Sindicato de Engenheiros de Minas ainda estudante, lá pelos idos de 1985. Momento da história em que o Senge-MG se consolidava como maior referência democrática para os trabalhadores e profissionais de engenharia do Estado de Minas Gerais.

 

Nesta época, lembro bem, a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) ainda fazia reuniões com o objetivo de cooptar as lideranças estudantis. Como Secretário Geral e Presidente do DA da Escola de Engenharia Kennedy  e dirigente da UEE/UNE fui um dos que rompeu com essa prática.

 Recém formado,  como colaborador e militante, participei de negociações com empresas de Engenharia Consultiva, além de eventos, comissões técnicas e conselhos dentro do Sindicato de Engenheiros. Posteriormente fui convidado pela Maria Cristina Sá Oliveira Brito e pelo Rubens Martins Moreira para participar da diretoria do SENGE-MG. Ou seja, entrei para a entidade pelas mãos de duas de suas maiores lideranças, sob qualquer ângulo que se queira olhar: humano, político, sindical, profissional ou ético.

Em 2010  novamente os engenheiros terão a oportunidade de eleger uma nova gestão do Senge-MG.  Sindicato que, justiça seja feita,  continua como importante ícone referencial para os que continuam na luta pela construção de um país justo e igualitário.

Meu objetivo, com essa carta aberta à categoria, é exatamente o de abrir o debate sobre o futuro da Casa que foi e continua sendo a de milhares de engenheiros. Muitos deles hoje  importantes atores da construção coletiva que tem feito do Brasil, hoje,  um País que esqueceu seu antigo “complexo de vira lata”, para alçar vôos maiores no contexto mundial.

 Mas com muita coisa ainda a fazer. A começar pela desejo que acalentou e ainda acalenta minha geração: deixar de ser um dos países com pior distribuição de renda do planeta. Não é à toa que a velha e surrada luta pelo mínimo profissional continua sendo pauta cotidiana no Sindicato de Engenheiros.

 Não quero e nem vou me alongar. Apenas convidar a todos, conhecidos meus ou não, a abrir as portas para que o debate livre e democrático sobre a sucessão no Senge-MG sirva para reintroduzir  alguns valores esquecidos nos dias de hoje.  Dentre eles uma lição que trago sempre comigo:  os homens e as mulheres só são grandes quando representam o sonho coletivo.

PELA UNIDADE E UM SENGEMG PARA TOD@S!

 

(*) Paulo Henrique Francisco dos Santos – PH é engenheiro civil e diretor do SENGE-MG

 
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