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Hidrovias

Governo prepara plano nacional de integração dos rios com dados que norteiam investimentos

Postado em: 20/02/2013

Fonte: Jornal Estado de Minas (20/02/2013)

Depois de lançar planos setorizados para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, o governo federal prepara pacote semelhante para as hidrovias. A ideia é chamar a iniciativa privada para investir na modernização do modal, em tentativa de tornar o setor de transportes menos concentrado em rodovias. O primeiro passo foi dado ontem, com o lançamento do Plano Nacional de Integração Hidroviária em Brasília. “É algo natural. Tanto a classe política quanto a empresarial demandam isso”, afirmou o superintendente de Navegação Interior da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, Adalberto Tokarski, um dos responsáveis pelo projeto, que disse ter encontrado um “passarinho amarelo” do alto escalão que lhe confidenciou o projeto.

Na tentativa de incentivar parcerias público-privadas, o governo federal indicou a possibilidade de usar os recursos do Fundo da Marinha Mercante, arrecadados a partir do frete das mercadorias transportadas nos meios aquaviários. O secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, afirmou que o objetivo é incentivar o setor privado: “O plano traz as fundamentações. Mas, claro, será preciso pensar formas de estimular esses investimentos. Uma alternativa poderá ser o uso do Fundo da Marinha Mercante, que estão sendo aplicados quase que totalmente na área de petróleo.”

A primeira edição do Plano Nacional de Integração Hidroviária, elaborada em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, apresenta um banco de dados georreferenciados de seis bacias hidrográficas: Tocantins-Araguaia; Amazônica; Paraguai; Sul; Paraná-Tietê e São Francisco. Os dois últimos corredores têm sua área de influência em Minas. Os relatórios executivos apontam projeções de demanda de carga até 2030 e ainda indicam quais intervenções, incluindo a construção de novos trechos rodoviários e ferroviários, são necessárias a cada cinco anos para atender a demanda. Os documentos contêm ainda a relação dos produtos mais relevantes e um diagnóstico da rede de transporte.

CAPACIDADE Devido à falta de investimentos, as hidrovias funcionam bem abaixo da demanda projetada. O estudo mostra que no caso da Paraná-Tietê o fluxo de mercadorias foi de 11,5 milhões de toneladas, enquanto a necessidade é de 122,8 milhões de toneladas. Ou seja, apenas 9,3% do total demandado.

Até 2030, essa necessidade deve quase dobrar, atingindo 236 milhões de toneladas. A partir das projeções, o governo quer atrair a iniciativa privada, dando mostras de que se trata de um investimento de bom retorno. “Hoje não se vai pela hidrovia porque não há condições ideais de transporte. O plano mostra para a iniciativa privada o potencial reprimido ou futuro. No Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não tínhamos conhecimento tão embasado desse modal”, afirma Tokarski.

Enviado por: Luiza Nunes

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