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Privatização de Furnas é tema de audiência na ALMG

Postado em: 14/03/2018

Foi lançada nesta segunda-feira, 12/03, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a Frente Parlamentar Contra a Privatização de Furnas. O lançamento aconteceu durante audiência pública realizada pela Comissão de Minas e Energia da ALMG, que debateu a privatização da empresa.

A Frente Parlamentar tem como uma das lideranças o deputado estadual Emidinho Madeira (PSB/MG), que recolheu cerca de 60 assinaturas de deputados para sua criação. Emidinho lembrou a década de 90, quando o então presidente da república Fernando Henrique Cardoso queria privatizar Furnas e Itamar Franco não permitiu. “Houve toda uma mobilização na época e o pessoal conseguiu não privatizar. Agora a mesma história. Nós temos que lutar muito para não privatizar, mas temos que acompanhar e criar uma comissão para cobrar de Furnas uma boa gestão e mais seriedade. Se não, daqui um ano, dois anos, nós estamos aqui mobilizando o povo contra a privatização de Furnas novamente.”

Furnas Centrais Elétricas é subsidiária do sistema Eletrobras.  A empresa opera e mantém um sistema pelo qual passa 40% da energia que move o País. Integram seu parque gerador 21 usinas hidrelétricas, que suprem 18 mil MW ao mercado de energia elétrica do país, dos quais Furnas detém cerca de 12 mil MW.

Audiência Pública- A audiência pública que debateu a privatização de Furnas teve a presença de deputados estaduais e federal, prefeitos das cidades ao entorno de Furnas, sindicatos e centrais sindicais, além de associações dos municípios sedes de usinas e dos empregados de Furnas.

O deputado federal Leonardo Quintão (MDB/MG) denunciou que se a Eletrobrás fosse construída a preço de hoje, ela custaria R$ 400 bilhões e o governo federal quer vendê-la por 12 bilhões. “Quem fez a auditoria para falar do valor da Eletrobras é quem quer comprar a empresa. São banqueiros internacionais. Querem surrupiar o patrimônio do povo brasileiro, do povo mineiro.”

O deputado falou sobre as consequências de se privatizar. “Eles querem privatizar a água e isso irá inviabilizar a agricultura, o comércio, a indústria da região.” Leonardo Quintão ainda discorreu sobre possíveis consequências como risco ambiental, como aconteceu no caso da Samarco, além da inviabilização do turismo e de possíveis demissões dos trabalhadores. “Milhares de pessoas serão demitidas para dar emprego para chinês. Nós vamos permitir isso? Em um Brasil onde nós temos 12 milhões de brasileiros desempregados, mais 16 milhões vivendo de bolsa família. Nós não vamos permitir. Vamos unir forças.”

O deputado disse ainda que o governo de Minas Gerais é contra a privatização de Furnas e sugeriu uma visita ao governador Fernando Pimentel para oficializar essa posição dele.

 


A audiência pública debateu a privatização de Furnas

 

Prefeituras- A construção de Furnas chegou a trazer danos para algumas cidades próximas à empresa, mas também trouxe benefícios. O prefeito de Piumhi, Adeberto José de Melo, disse que com a presença de Furnas o turismo deslanchou na região e tem trazido progresso. O prefeito de Capitólio, José Eduardo Terra Vallory, criticou a possível venda da empesa ao capital estrangeiro “a preço de banana”. “É um patrimônio público e não podemos entregar nestas condições.” Ele questionou como seria o olhar das empresas estrangeiras para a piscicultura, o desenvolvimento do turismo, os interesses dos cidadãos. O prefeito de Fronteira, Marcelo Mendes Passuelo, alertou para as intenções por traz da privatização. “Querem a energia, mas por trás disso tudo é a água brasileira”

População prejudicada-O diretor do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG), Fernando Ribeiro Queiroz, relembrou a década de 90, conhecida como a década das privatizações no Brasil. Ele discorreu sobre como setores que foram privatizados trouxeram danos à população. Um dos exemplos que ele deu foi o da Vale do Rio Doce, que beneficiava a população com o transporte ferroviário e depois de ser privatizada as ferrovias foram mantidas de modo a manter o escoamento do minério, prejudicando o povo.

 


Diretor do Senge-MG, Fernando Queiroz

 

Fernando criticou a tentativa de desestatização da Eletrobras alegando que “o que se deseja é extinguir a participação do povo nesta inesgotável fonte de recursos.” Ele lembrou, ainda, do ocorrido em Belo Monte. “É um exemplo cabal de que a iniciativa privada visa lucro a qualquer custo. A iniciativa privada aliou-se ao cartel, fraudou a licitação e não cumpriu o projeto de conservação ambiental lesando o povo duplamente através de prejuízos financeiros e ambientais.”

Ouça a entrevista que o diretor do Senge-MG, Fernando Queiroz, deu à rádio Itatiaia

Um outro dano para a população com a privatização seria o aumento das tarifas. A própria ANEEL, que é a agência que regula o setor, já se pronunciou e estima que este aumento será em torno de 16%.

Apoio Crea-MG­­­­­- O presidente do Crea-MG, o Eng. Civil Lúcio Fernando Borges, enviou uma carta na qual repudia a decisão do ministro de Minas e Energia de entregar a geração e transmissão das empresas do grupo Eletrobrás às mãos do capital financeiro internacional.

Leia abaixo a carta:

 

Enviado por: Carol Diamante

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