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Engenheira ambiental da UFMG venceu em uma das três categorias do prêmio Jovem Cientista

Postado em: 09/11/2011

Fonte: Estado de Minas

A comunidade científica mineira está em festa. Em tempos de fomento de pesquisas no país, Minas Gerais é destaque nacional. São dos mineiros dois dos primeiros lugares da 25ª edição do Prêmio Jovem Cientista, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), divulgado ontem em Brasília. Com o tema “Cidades sustentáveis”, o concurso, um dos mais importantes da área e que em 2011 completou 30 anos, contou neste ano com 2.321 trabalhos inscritos, número recorde na história do evento. Além dos mineiros vencerem em duas categorias, propondo novas ideias aos problemas de urbanismo de Belo Horizonte, outro incentivo à pesquisa das Gerais foi o prêmio por mérito institucional dado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pelo CNPq, pela primeira vez na história da universidade.

A premiação é dividida em três categorias: Graduado, que contempla pesquisas de pós-graduação; Ensino Superior; e Ensino Médio. Na primeira delas, a vencedora foi a engenheira ambiental Uende Aparecida Figueiredo Gomes, de 29 anos, aluna da UFMG, que se inscreveu sua tese de mestrado “Intervenções de saneamento básico em áreas de vilas e favelas: um estudo comparativo de duas experiências na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)”. Hoje aluna de doutorado da universidade, Uende, que atualmente mora no México como parte do seu processo de estudo, conta que percorreu a Vila Nossa Senhora de Fátima, em BH, e as vilas Ipê Amarelo e Nova Eperança, em Contagem, na Grande BH, e observou que diante de uma população carente outros fatores se somam ao saneamento básico precário.

“Há quem não opte pela adesão aos sistemas por falta de recurso para pagar uma conta de água, por exemplo. Por isso, propus uma redução nessas tarifas. Um outro problema é que nenhum dos moradores ouvidos tinha a posse de seu terreno. Ou seja, tem que haver uma regularização fundiária. E ainda faltam participação social e articulação entre as áreas de saúde, educação e outros sujeitos sociais para sanar esses problemas”, explica ela, feliz com o resultado e ciente de que a ciência no estado tem avançado. “Minas concentra grande número de universidades federais que desenvolvem pesquisas de ponta”, reconhece Uende.

Enquanto a jovem pesquisadora cobrou decisões para problemas que a capital mineira tem a resolver, Kaiodê Leonardo Biague apontou soluções para o futuro da cidade. Aos 26 anos e ainda no segundo período de arquitetura pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, ele foi o ganhador da categoria Ensino Superior, com a pesquisa “Miniusinas Solares Fotovoltaicas em Sistemas de Transporte Rápido por Ônibus – BRT”. A proposta do jovem, que teve apenas 32 dias para trabalhá-la para o concurso, é de que ao se implantar o tão esperado BRT em corredores viários de Belo Horizonte, as estações de transferência, terminais de integração e garagens, ao serem convertidas em miniusinas solares, poderão gerar energia descentralizada. “Como faço estágio em uma empresa de engenharia, comecei a pesquisar e a pensar esse projeto, visando a Copa do Mundo de 2014 e o meio ambiente. Pensei nas usinas tentando contribuir para a construção de uma paisagem urbana mais sustentável e amigável”, diz Biague, acrescentando que uma placa fotovoltaica custaria R$ 200 mil. Ele espera que seu trabalho possa nortear futuros projetos para a implantação do sistema na cidade.

Os dois estudos premiados colocam Minas Gerais como o segundo estado a ganhar mais prêmios do Prêmio Jovem Cientista no Brasil. Entre os anos de 1981 e 2010, foram 24 mineiros agraciados. Em primeiro lugar está São Paulo, com 48. Foi justamente para lá o primeiro lugar da categoria Ensino Médio, com o trabalho de Ana Gabriela Person Ramos, de 19 anos, da Escola Técnica Estadual Conselheiro Antônio Prado, de Campinas. Ela criou embalagens ecológicas que, produzidas com resíduos de biomassa, podem ser enterradas sem poluir o meio ambiente.

Glaucius Oliva, presidente do CNPq, destacou a importância do Brasil na produção científica mundial, considerando que as universidades do país são recentes, todas datadas do século 20, se comparadas às instituições europeias que têm, em média, 400 anos. “É preciso fazer com que esse conhecimento beneficie toda a sociedade, tornando o país mais desenvolvido e justo”. Oliva lembrou ainda que a principal proposta do prêmio é propor soluções simples para os problemas coletivos. “É impossível fazer ciência de qualidade sem olhar para os problemas sociais”, frisou. Segundo ele, pelo programa do governo federal Ciência sem Fronteiras, a expectativa é de que sejam concedidas 30 mil bolsas de pesquisas aos jovens estudantes no ano que vem. Em quatro anos, serão 75 mil.

Premiação

Será das mãos da presidente Dilma Rousseff que, em 6 de dezembro, no Palácio do Planalto, os vencedores vão receber os prêmios. Na categoria Graduado, os vencedores vão ser contemplados com R$ 30 mil (1º lugar); R$ 20 mil (2º lugar) e R$ 15 mil (3º lugar). Para estudantes de ensino superior os prêmios são de R$ 15 mil (1º lugar), R$ 12 mil ( 2º lugar) e R$ 10 mil ( 3º lugar). Estudantes do ensino médio classificados em 1º, 2º e 3º lugares recebem um computador e uma impressora multifuncional cada um.

A mesma premiação será concedida aos orientadores e às escolas dos três alunos vencedores do ensino médio, além dos orientadores dos graduados e estudantes de ensino superior. No Mérito Institucional, serão pagos R$ 35 mil para cada uma das duas vencedoras – uma escola de ensino médio e uma de ensino superior. A Menção Honrosa premia com R$ 20 mil o pesquisador selecionado.

Dedicação reconhecida

Por inscrever o maior número de trabalhos com valor científico, a Universidade Federal de Minas Gerais recebeu o prêmio de Mérito Institucional. A universidade tem em curso cerca de 3,5 mil projetos em praticamente todas as áreas do conhecimento, dos quais participam 2,6 mil pesquisadores. Na área de patentes, a instituição mantém posição de destaque no país, terminando o último ano com 500 pedidos de registro, dos quais 362 são nacionais e 138 internacionais, com atenção especial para a área farmacêutica. “Esse reconhecimento estimula nossa juventude. Todo esse mérito é o resultado de um trabalho conjunto e coletivo de longos anos. Temos mais de 800 grupos de pesquisas, 400 alunos estudando fora, e 200 que saem de outros países para estudar na UFMG. Estamos caminhando com a ciência em Minas, assim como no Brasil. Estamos entre as 10 melhores universidades da América Latina e fomos eleitos a terceira melhor do Brasil, de acordo com a Quacquarelli Symonds World University Rankings, empresa especializada em estudos sobre ensino superior”, comemora o reitor da UFMG, Clélio Campolina.

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